quinta-feira, 6 de maio de 2010

6 - calo II

quando a ferida se abriu, foi uma dor insuportável.
com qualquer descuido, um novo grito de dor
enquanto o calo se forma, a pele ao redor fica dura e insensível.
mas em compensação, fica forte e resistente.

ando.
agora com algum propósito.
talvez com um fio de esperança de te encontrar.

será que são só coincidências?
será que tudo isso foi uma mera coincidência?
você acha?

para mim, há um motivo para tudo.
para mim, isso foi um balde de água fria que o suposto destino me jogou.
desilusão.
me iludo em minha própria desilusão.
a verdade poderosa agride minha mente.
"nem tudo é como a gente imagina que fosse."
acho que isso se aplica.

como uma delicada flor, a confiança foi cultivada.
e assim como uma delicada flor, ela falece facilmente.

só nos resta uma promessa.

e
depois
disso...


acabou.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

5 - calo

acordo.

mudo de roupa.
vou para a cozinha tomar café-da-manhã.
a fome inexiste.
sento no sofá. penso.
olho pela janela. reflito.
volto a sentar.
como pisar em cima do próprio calo, eu me remoo com meus pensamentos.
choro.
não quero mais chorar.
choro mais.
olho o relógio.
estou atrasada.
escovo os dentes.
- tchau mãe.
- tchau filha, boa aula.
saio.

ando sem entender por que.
ando de cabeça baixa.
olho para a frente.
avisto alguém conhecido.
será que é ele?
-não, deve ser só minha mente se confundindo de novo.
chego mais perto.
é ele.
o que eu faço?
começo a tremer.
procuro, em vão, disfarçar meu nervosismo.
-bom dia, julia.
-bom dia, erik.
andamos um ao lado do outro.
ando de cabeça baixa.
-o que você tem agora?
-matemática. e você?
-não sei, a minha sala é fixa, os professores que trocam de sala.
-ah, boa.
subimos as escadas.
levanto a cabeça.
nossos olhares se encontram.
vejo em seus olhos piedade, cautela, medo do que está por vir.
-tchau. - digo.
-tchau. - responde.
vou em direção à sala de matemática.
ouço alguém chamar seu nome.

entro.
sento no primeiro lugar que avisto.
penso.
me seguro para não desabar em lágrimas.
entra o professor.
não consigo prestar atenção.
penso. e como se pisasse em meu próprio calo, remoo-me com minhas tristezas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

obsoleto

eu fiz um blog há 2 meses atrás... mas ficou muito... chato?! sei la, isso aqui também deve estar uma merda inútil de se ler, mas enfim, vou postar uns textos do blog "velho" por aqui. pra servir de comparação.

mentira, não dá pra dar ctrl + v nesta merda. primeiro defeito.
vou postar o blog mesmo, não riam da minha cara, se bem que vai ser difícil

http://www.lisbelabarros.blogspot.com/

isso.
obs. lisbela era um pseudo-pseudônimo meu.


obs 2. acho que o blogspot tem um problema de horário. ou então sou eu que não sei ajustar.

obs 3 e não menos importante: será que eu divulgo esse blog? ó dúvida cruel.

pessoal?

de onde vem a calma daquele cara?
ele não sabe ser melhor, viu
como não entende de ser valente?
ele não sabe ser mais viril
ele não sabe não, viu
e as vezes dá como o frio
é um mundo todo hostil
o mundo todo hostil

de onde vem o jeito tão sem defeito
que esse rapaz consegue fingir?
olha esse sorriso tão indeciso
tá se exibindo pra solidão
não vão embora daqui
eu sou o que vocês são
não solta da minha mão
não solta da...


eu... não vou mudar não
eu vou ficar são
mesmo se for só
não vou ceder!
deeus vai dar aval sim
o mal vai ter fim
e no final
assim calado
eu sei que vou ser coroado o rei de mim.


Los Hermanos - De Onde Vem a Calma

opinião sincera

nós, adolescentes, somos fácilmente influenciáveis. pelos amigos, pelos pais, pelos meios de comunicação. porém, todos deviam ter uma barreira, um limite, um vidro que separa a sua personalidade da dos outros. você tem que ter VOCÊ dentro de si, a sua opinião, a sua personalidade, os seus gostos, você não pode se deixar levar por um motivo momentâneo...

as vezes quando se convive muito com uma pessoa, você acaba pegando as manias dela, o jeito de andar, escrever, desenhar, pensar... mas eu não devia ter deixado isso acontecer.

acho que as pessoas deviam pensar mais no futuro. essa história de 'viver o momento, viva hoje como se não houvesse amanhã' não cola. eu prefiro pensar nas consequencias dos meus atos. às vezes até penso demais. ou não.

eu não gosto de magoar as pessoas que eu gosto. mas tem gente que não para pra pensar nisso. pensar que talvez o que você fizer hoje a noite vai entristecer alguém pelos próximos meses.

as pessoas deviam pensar um pouco mais. ou talvez começar a pensar em alguma coisa que faça sentido.

sabe, se importar um pouco mais com um pouco de tudo. e dar mais valor.

se eu soubesse que iria passar por momentos tão ruins como este, eu preferia nem ter existido.

4

ódio do mundo, tristeza, incerteza
as horas demoram a passar
conto os segundos pra sair deste lugar

fecho os olhos.
mentalizo.
quando eu abrí-los, estarei longe daqui.
abro-os. realizo.
continuo sem achar um sentido para continuar
a minha vontade é de acabar


agora.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

prelúdio

enfim, acho que esse é o meio.

primeiro, vem a tristeza. é como se o mundo todo perdesse o sentido, perco a vontade de viver, perco o foco em meus objetivos. invade-me a vontade de morrer. digo adeus às minhas belas noites de sono. o pensamento incessável tira-me a concentração. não consigo estudar.

numa ordem, toma lugar a compreensão. entendo. penso. reflito. o que é melhor para mim? a partir de agora, o principal foco sou eu.

em um terceiro momento, a compreensão mistura-se com a tristeza; tento esquecer tudo e tocar minha vida.

aguardo o que está por vir.